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terça-feira, 4 de setembro de 2012

carimbo

diante da dificuldade de riscar manualmente todos os desenhos e com o objetivo de padronizar esta etapa inicial da produção, resolvemos tentar carimbar os motivos no tecido antes de bordar. fizemos um primeiro carimbo com o lobinho em cima do museu para testar junto com As Floristas. caso o sistema funcione, poderá ser utilizado com todos os desenhos do projeto, além de outras coleções desenvolvidas por elas (:

teste do carimbo no tecido

segunda-feira, 21 de maio de 2012

floristas na torre

no sábado (19/05), retornamos à Feira da Torre e finalmente conseguimos visitar o box 98, ponto fixo de vendas das Floristas. trata-se de um box coletivo de economia solidária que tem o apoio de algumas organizações, como o CDT. por fazerem parte da cooperativa Bem Me Quero, As Floristas têm espaço para expor e vender seus produtos. elas vendem roupas (saias, vestidos, coletes, camisetas), almofadas, tiaras, prendedores, ímãs, postais. os produtos das diferentes associações ficam misturados na loja, identificados apenas por um código escrito à mão (no caso das Floristas, representado pelas letras AF).

identificamos alguns pontos positivos e negativos sobre a situação das Floristas nesse contexto.

negativos
– péssima localização do ponto, afastado do centro da feira e cercado de boxes que ainda não foram ocupados ou não têm nenhuma relação de produto (exemplo: loja de quadros)
– o box é dividido em duas lojas
– organização do balcão e da loja com pouco planejamento
– apesar de sua alta qualidade, os postais bordados são considerados muito caros
– as próprias associadas são vendedoras (há um revezamento entre as associações envolvidas)
– o expediente se encerra às 16h
– a placa superior é pouco atrativa, assim como o material de divulgação
– na fala das vendedoras, percebe-se uma certa competição entre as associações no que se refere a venda de produtos
– a parte interna apresenta uma série de cartazes de divulgação de projetos sociais e de economia solidária, que pode trazer uma conotação negativa, como se fosse uma justificativa

positivos
– oportunidade
– motivação (as vendedoras têm interesse direto na venda dos produtos)
– iniciativas como o posicionamento de um manequim e uma mesa do lado de fora do box, para tentar atrair mais clientes


fachada do box

balcão com expositor de tiara e acessórios

produtos expostos e detalhes de bordados

quinta-feira, 10 de maio de 2012

floristas!

visitamos novamente As Floristas, a fim de conhecer mais profundamente o grupo e suas expectativas. a entrevista se deu na forma de conversa, com participação mais ativa das associadas Beth e Helena.

elas começaram as atividades em 2006, sendo um grupo de bordadeiras com produção prioritariamente de colchas e panos de prato. em 2007, por meio do CDT, se regularizaram e passaram a atuar como associação. infelizmente, no ano seguinte, a então presidente fugiu com grande parte do material e produção da associação... conseguiram se reerguer com a ajuda de projetos do CDT e do Sebrae.

durante um certo período, As Floristas receberam auxílio de designers do Sebrae. cada um, ao longo de uma semana, fazia uma visita e projetava coleções para que elas executassem (costura e bordado). as peças produzidas eram levadas e obtinham grande sucesso em grandes feiras em São Paulo, como a Paralela Gift, além de participar de eventos em Minas Gerais e na Bahia. elas veem com um certo pessimismo o panorama atual do artesanato no mercado do Distrito Federal, afirmando que as vendas são muito insatisfatórias.

a partir dos panos de prato (as colchas não obtinham sucesso), passaram a produzir peças de vestuário e almofadas.

já fizeram diversos cursos de capacitação. participaram de um projeto nacional de curso itinerante, financiado pelo governo. o curso não deu certo e, por falta de planejamento, atualmente possuem sete máquinas de costura sem utilidade na casa de uma das associadas ao grupo, enquanto os responsáveis não buscam e levam para outro lugar.

atualmente e há pouco tempo, As Floristas vendem na Feira da Torre, no box de economia solidária do CDT. elas entendem a situação como uma oportunidade crescimento, já que agora terão um ponto fixo de vendas. apesar de o ponto ter uma localização desfavorável dentro da feira, elas têm em mente que, a médio prazo, principalmente na Copa de 2014, a feira será um ponto de muita atração turística e não haverá tanta distinção entre os pontos.

segundo elas, as suas maiores consumidoras são mulheres a partir de quarenta anos e magras. o grupo pretende atingir as jovens e associam esse público a objetos pequenos e roupas leves e soltas.
buscam também explorar a identidade local e atrair mais turistas tratando de características do cerrado e arquitetura (abrangência não só do Plano Piloto, mas também das Cidades Satélites e entorno) nos motivos de bordado.

sobre expectativas para o projeto conosco, citaram a necessidade de retorno financeiro para que a associação possa se manter e trazer vantagens para as associadas.